sábado, 13 de junho de 2015

SÍNTESE DA TAREFA: ENTREVISTA

Título da Entrevista: O olhar da escolarização à partir da pessoa com deficiência.

Roteiro de Acompanhamento da Tarefa
Alunos do Grupo 2: Deborah Pinto Correa, Idayana Maria Borchardt Leite, Janaina Paula do Nascimento, Maria da Penha Merlo, Robson Ferreira Alvarenga.


- Seu grupo já definiu e entrou em contato com as pessoas a serem entrevistadas?
Sim.

- Nome da pessoa com deficiência.
Léo Augusto Tarilante Júnior que é deficiente visual. Ele é professor que leciona em escolas municipais do município de Cariacica e Vitória, na área de Educação Especial para alunos também deficientes visuais.

- Seu grupo já fez a entrevista?
Sim.

- Qual a data da entrevista?
A entrevista foi realizada no dia 09/06/2015 na casa do próprio entrevistado.

- Qual o nível de escolaridade da pessoa entrevistada?
O Professor Léo Augusto é graduado em Letras e possui várias especializações, inclusive na área de educação especial. Hoje ainda faz uma nova especialização pela UFES.

- Qual o município de residência do entrevistado?
Hoje o entrevistado reside no município de Vila Velha – ES.

- O entrevistado acredita que seu percurso de escolarização foi o adequado?
Não. O entrevistado admite que seu sonho era se tornar escritor, porém, diante das dificuldades da época de estudante, o seu sonho se tornava cada vez mais distante.

 - Quais as reclamações mais recorrentes sobre o processo de escolarização?
Para o Professor Léo, a inclusão devia ter acontecido há mais tempo, pois teria facilitado muito o seu aprendizado. Ele estudou boa parte do ensino fundamental em escolas regulares e sempre precisava da ajuda de um colega para ditar o que estava escrito nos livros e nos quadros para que pudesse gravar. Por ter 5% da visão, na escola chegaram a lhe oferecer um material didático com uma fonte de tamanho maior do que o normal, mas ele sentia muita dor de cabeça devido ao grande esforço para enxergar. Mais tarde, aos 13 anos, foi estudar no Instituto Benjamin Constant onde aprendeu a escrita Braille. Entretanto, ele reclama da falta de material em Braille, especialmente se forem livros paradidáticos.
Outra questão que ele colocou foi quanto a estrutura das escolas não serem adequadas em acessibilidade, principalmente na falta de piso tátil e placas de identificação em Braille nas portas das instituições para ajudar na localização, no caso de deficientes visuais.
Além disso, o Professor Léo reclamou da falta de sensibilização dos professores que acreditam que os alunos com deficiência não podem frequentar a mesma sala de aula com os outros alunos.

Considerações Relevantes
Observamos que durante a definição de como e/ou quem seria entrevistado, que existe certa dificuldade ou restrição legal em entrevistar alunos que possuem alguma deficiência, pois exigem uma autorização de um responsável legal pela criança e/ou até da própria escola, pois implica em restrições jurídicas de tutela e responsabilidade por um incapaz.
Diante desse impasse, a escolha por entrevistar o Professor Léo Augusto passou a ser imperativo, visto que não teríamos dificuldades legais, além de proporcionar uma maior discussão da temática em função da sua trajetória como aluno e também como professor.
O processo de como e onde fazer a entrevista transcorreu de forma bem tranquila, pois o Professor Léo se prontificou de imediato em nos atender e marcou a entrevista em sua própria casa, juntamente com sua família, esposa e filhos.




REGISTRO FOTOGRÁFICO