SÍNTESE DA TAREFA: ENTREVISTA
Título da Entrevista: O olhar da escolarização à partir da pessoa com deficiência.
Roteiro de Acompanhamento da Tarefa
Alunos do Grupo 2: Deborah Pinto Correa, Idayana Maria Borchardt Leite, Janaina Paula do Nascimento, Maria da Penha Merlo, Robson Ferreira Alvarenga.
- Seu grupo já definiu e entrou em
contato com as pessoas a serem entrevistadas?
Sim.
- Nome da pessoa
com deficiência.
Léo Augusto Tarilante Júnior que é deficiente visual. Ele é professor
que leciona em escolas municipais do município de Cariacica e Vitória, na área
de Educação Especial para alunos também deficientes visuais.
- Seu grupo já fez
a entrevista?
Sim.
- Qual a data da
entrevista?
A entrevista foi realizada no dia 09/06/2015 na casa do próprio
entrevistado.
- Qual o nível de
escolaridade da pessoa entrevistada?
O Professor Léo Augusto é graduado em Letras e possui várias
especializações, inclusive na área de educação especial. Hoje ainda faz uma
nova especialização pela UFES.
- Qual o município
de residência do entrevistado?
Hoje o entrevistado reside no município de Vila Velha – ES.
- O entrevistado
acredita que seu percurso de escolarização foi o adequado?
Não. O entrevistado admite que seu sonho era se tornar escritor, porém,
diante das dificuldades da época de estudante, o seu sonho se tornava cada vez
mais distante.
- Quais as reclamações mais
recorrentes sobre o processo de escolarização?
Para o Professor Léo, a inclusão devia ter acontecido há mais tempo,
pois teria facilitado muito o seu aprendizado. Ele estudou boa parte do ensino
fundamental em escolas regulares e sempre precisava da ajuda de um colega para
ditar o que estava escrito nos livros e nos quadros para que pudesse gravar.
Por ter 5% da visão, na escola chegaram a lhe oferecer um material didático com
uma fonte de tamanho maior do que o normal, mas ele sentia muita dor de cabeça
devido ao grande esforço para enxergar. Mais tarde, aos 13 anos, foi estudar no
Instituto Benjamin Constant onde aprendeu a escrita Braille. Entretanto,
ele reclama da falta de material em Braille, especialmente se forem livros paradidáticos.
Outra questão que ele colocou foi quanto a estrutura das escolas não
serem adequadas em acessibilidade, principalmente na falta de piso tátil e
placas de identificação em Braille nas portas das instituições para ajudar na
localização, no caso de deficientes visuais.
Além disso, o Professor Léo reclamou da falta de sensibilização dos
professores que acreditam que os alunos com deficiência não podem frequentar a
mesma sala de aula com os outros alunos.
Considerações Relevantes
Observamos que durante a definição de como e/ou quem seria entrevistado,
que existe certa dificuldade ou restrição legal em entrevistar alunos que
possuem alguma deficiência, pois exigem uma autorização de um responsável legal
pela criança e/ou até da própria escola, pois implica em restrições jurídicas
de tutela e responsabilidade por um incapaz.
Diante desse impasse, a escolha por entrevistar o Professor Léo Augusto
passou a ser imperativo, visto que não teríamos dificuldades legais, além de
proporcionar uma maior discussão da temática em função da sua trajetória como
aluno e também como professor.
O processo de como e onde fazer a entrevista transcorreu de forma bem
tranquila, pois o Professor Léo se prontificou de imediato em nos atender e
marcou a entrevista em sua própria casa, juntamente com sua família, esposa e
filhos.
REGISTRO FOTOGRÁFICO





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